quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Voyeurismo feminino: quando a mulher entrega o parceiro.

De forma bem geral voyeurismo é prática de observar pessoas em situações sexuais e sentir prazer. É até muito normal quando se assiste a filmes ou quando os envolvidos no ato não são nossos companheiros (as). Estranho, mas não impossível, é quando uma mulher sente tesão em ver seu parceiro fazendo sexo com outra mulher. No caso, se ela participar trata-se de um menage acontece que não necessariamente um evento voyeur termina em menage, apesar de algumas vezes ser possível a participação.
Analisem o relato:

"Outra prática do voyeurismo muito comum é o ménage que, para muitas mulheres, é inaceitável, enquanto para muitos homens, o é sonho de consumo. Pra mim, é o ápice do gozo nas minhas experiências sexuais. Não me considero bissexual, porque não manteria um relacionamento com mulher, sou curiosa e meu tesão é medido pelo tesão do meu parceiro. Sim, sou uma submissa." (Papo de homem)

Algumas mulheres voyers sentem tesão em apenas ver o parceiro transando com outra. O que pode parecer absurdo para a maioria das mulheres é uma grande excitação para um certo grupo de adeptas à prática.
Vejam neste trecho:

(...)
"Uma noite, depois do jantar, anunciei a Leonel que tinha preparado uma sobremessa para ele. E nesse exato momento tocaram o interfone. Era minha colega. Precipitei-me para recebê-la, levei-a a sala e anunciei que ali estava a sobremessa.
... se aproximou de Leonel e beijou-o ternamente. Ele ainda não se recuperara do susto. Mas insisti em que ai se achava a sua sobremesa. Então ele acabou entendento e não se fez de rogado. Participou com entusiamso, é o mínimo que posso dizer. (...)
Eu a orientava. Dava ordens. Não me sentia excluída: ao contrário, era eu quem dirigia tudo." [1]

Nota-se um certo tesão em a mulher que observa comandar, ter olhos para aquela cena que a excita e não necessariamente participar.
De todo modo, é uma experiência que se for feita com frequência pode gerar vinculo afetivo entre o seu parceiro e a outra pessoa. Então, normalmente, não é uma prática que se realiza com assiduidade. O risto e a insegurança podem perturbar muito a relação.

Referências:
[1] SAINT-LUP, Margot.Sete segredos para descobrir o prazer. [trad. Corina S. Campos] Rio de Janeiro: Ediouro, 1999. pp. 102-103.


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