domingo, 23 de dezembro de 2012

O erotismo e o desejo controlado.


Uma das diferenças básicas que nós humanos temos em relação aos demais animais é o fato de contermos nossos instintos. Normal e aceitável para que a civilização pudesse existir, um controle que faz funcionar o todo.
Dentre as proibição as quais nos submetemos controlamos a agressividade e o sexo. Para Freud a força primária, a energia sexual, encontra-se no id é através dele que buscamos o prazer e procuramos evitar a dor. Em contato com as normais sociais surge o superego responsável por inibir as forças do mundo exterior a nós. O conflito entre essas duas forças resolve-se pelo princípio da realidade que leva em conta as proibições e procura conveniências para realizar os desejos, ou adiá-los, ou ainda proibi-los.
Assim, nosso desejo é controlado é sublimado, sendo a força sexual desviada para outras funções como o trabalho, o jogo, uma produção intelectual ou artística, etc.
Analisado dessa forma, a sexualidade no homem vai além da função biológica dos animais, ela tem uma extensão psicológica independente da reprodução. Através da sexualidade nos comunicamos com o outro através de nosso corpo, sendo esta, também, expressão de intimidade e desejo.
O erotismo se opõem ao habitual, a excitação é responsável por dissolver relações formais, as palavras obcenas, a nudez, as transgressões, a proibição, a violação do corpo levam a uma perda de si mesmo fazendo chegar ao orgasmo - uma pequena morte. "O êxtase e a vertigem são, de certa forma, um 'sair de si' ". [1].

Referência.
ARANHA, Maria Lúcia. MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 2ed. SãoPaulo: Moderna, 1993. pp. 324-326.
[1] ARANHA, Maria Lúcia. MARTINS, Maria Helena Pires. p.325.

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